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Previsão de instabilidades mantém CEEE Equatorial em atenção redobrada no extremo sul do Estado

Entenda como funciona o sistema que abastece Santa Vitória do Palmar e Chuí, os trabalhos realizados após o ciclone e por que a possibilidade de novos eventos climáticos exige atenção especial enquanto o sistema não retorna à configuração normal

Previsão de instabilidades mantém CEEE Equatorial em atenção redobrada no extremo sul do Estado
Previsão de instabilidades mantém CEEE Equatorial em atenção redobrada no extremo sul do Estado (Foto: Reprodução)

A CEEE Equatorial segue, nesta quinta-feira (13), em regime de alerta máximo no extremo sul do Rio Grande do Sul diante da previsão de novas instabilidades climáticas. A MetSul Meteorologia alerta para condições meteorológicas adversas no extremo Sul gaúcho e na área da Lagoa Mirim nos próximos dias, com chuva forte, muitas descargas elétricas e alto risco de temporais isolados com vento e granizo.


Santa Vitória do Palmar e Chuí estão com o fornecimento de energia restabelecido. Neste momento, porém, o sistema que atende os dois municípios opera em uma configuração emergencial, enquanto seguem os trabalhos para recuperar integralmente as estruturas da Axia Energia danificadas pelo ciclone extratropical.


1. Como funciona normalmente o abastecimento de Santa Vitória do Palmar e Chuí?


Em condições normais, Santa Vitória do Palmar e Chuí contam com três fontes de alimentação de energia. Duas são linhas de transmissão de 525 kV, operadas pela AXIA Energia. A terceira é uma linha de 138 kV da CEEE Equatorial, utilizada como alternativa de contingência caso ocorram problemas nas duas linhas principais.


Essa configuração garante uma dupla redundância para o atendimento da região: se uma das linhas principais apresentar falha, há uma segunda opção e, caso as duas fiquem indisponíveis, a linha de 138 kV pode ser utilizada.


As estruturas percorrem cerca de 140 quilômetros e, em aproximadamente 15 quilômetros do trajeto, na região da Lagoa Mirim, as três linhas passam mais próximas umas das outras. Essa configuração foi definida durante a implantação das estruturas por questões ambientais e de licenciamento, de forma a evitar a passagem pela área protegida do Taim.


Foi justamente nesse trecho que o ciclone extratropical atingiu o sistema. A força dos ventos provocou a queda de torres das três linhas, interrompendo simultaneamente as fontes de alimentação que atendem Santa Vitória do Palmar e Chuí.


2. O que foi feito na megaoperação entre os dias 6 e 11 de agosto?


A CEEE Equatorial e a AXIA Energia realizaram uma força-tarefa para reconstruir as estruturas atingidas e restabelecer o fornecimento de energia no menor prazo possível. Mais de 150 profissionais das duas empresas estiveram envolvidos na fase inicial da operação.


Diante da dimensão dos danos, as empresas avaliaram conjuntamente qual alternativa permitiria devolver a energia à população com maior rapidez. A estratégia definida foi concentrar inicialmente os esforços na recuperação da linha de 138 kV da CEEE Equatorial, utilizada como terceira fonte de alimentação da região.


Para recompor essa linha, foram instaladas duas torres provisórias, permitindo a retomada do fornecimento de energia para Santa Vitória do Palmar e Chuí. Atualmente, é essa estrutura que mantém o abastecimento dos dois municípios.

Paralelamente, a AXIA Energia segue trabalhando na reconstrução das 24 torres danificadas que compõem as linhas principais de 525 kV. O objetivo é restabelecer a configuração normal do sistema, recuperando as três alternativas de alimentação e, consequentemente, a redundância existente para o atendimento da região.


3. Por que novos eventos climáticos preocupam neste momento?


Enquanto as duas linhas principais de 525 kV não retornarem à operação, Santa Vitória do Palmar e Chuí permanecerão abastecidos pela linha alternativa de 138 kV.


Essa linha tem capacidade para atender toda a demanda de energia dos dois municípios. A preocupação da CEEE Equatorial, portanto, não está relacionada à disponibilidade de energia ou ao consumo da população, mas ao fato de que, neste momento, ela é a única das três fontes de alimentação em funcionamento.


Além disso, a linha foi recomposta com duas torres provisórias. Embora esteja operando e atendendo normalmente à carga das duas cidades, o sistema ainda não recuperou sua configuração habitual de segurança e redundância.


Por isso, a possibilidade de novos eventos climáticos na região exige atenção redobrada. Ventos fortes, descargas atmosféricas ou outras ocorrências severas podem provocar novos danos à infraestrutura enquanto as duas linhas principais permanecem indisponíveis. A CEEE Equatorial mantém, assim, um regime especial de operação na região até que o sistema volte à sua condição normal.


4. A população precisa reduzir o consumo de energia?


Não. A CEEE Equatorial reforça que não há restrição de consumo para os moradores de Santa Vitória do Palmar e Chuí.

A linha de 138 kV atualmente em operação tem capacidade para atender toda a demanda dos dois municípios. Dessa forma, o uso de chuveiros, geladeiras, equipamentos elétricos e outros aparelhos não representa motivo de preocupação neste momento.


A atenção da companhia está voltada às condições da infraestrutura que sustenta o fornecimento e à possibilidade de novos eventos climáticos atingirem a linha que atualmente abastece as cidades.


5. Por que ainda podem existir casos pontuais de falta de energia na rede de distribuição?


Com a reenergização das cidades, alguns danos na rede de distribuição passam a ser identificados somente depois do retorno da energia.


Durante o período em que a região estava desenergizada, determinados defeitos na rede convencional — formada por postes, cabos e equipamentos presentes nas ruas e estradas — podiam permanecer sem identificação. Com a rede novamente energizada, essas ocorrências passam a aparecer de forma pontual.


O ciclone também provocou danos significativos, especialmente em áreas rurais e no litoral, onde houve queda de postes e de outras estruturas.


Por isso, mesmo com Santa Vitória do Palmar e Chuí reenergizados, ainda podem existir clientes ou pequenas regiões sem energia em razão de ocorrências localizadas. Essas situações estão sendo atendidas pelas equipes de distribuição, e a orientação é que os clientes que permaneçam sem fornecimento registrem a ocorrência nos canais de atendimento da companhia.


6. Como está a operação da CEEE Equatorial na região neste momento?


As equipes da CEEE Equatorial permanecem mobilizadas em Santa Vitória do Palmar e Chuí. A companhia trabalha em regime especial de operação e avalia estratégias de revezamento para preservar o maior contingente possível na região enquanto o sistema continuar dependendo unicamente da linha de contingência de 138 kV.


Uma das frentes está concentrada nos atendimentos individuais e nos defeitos identificados na rede convencional após a reenergização. Nas áreas rurais e no litoral, onde houve danos mais severos e queda de postes, equipes de manutenção pesada seguem trabalhando na recuperação das estruturas.


Ao mesmo tempo, profissionais permanecem preparados para uma resposta rápida caso um novo evento climático provoque alguma ocorrência na linha que atualmente abastece os municípios.


Paralelamente, a AXIA Energia segue mobilizada para acelerar a reconstrução das duas linhas principais de transmissão. As equipes da CEEE Equatorial permanecerão em Santa Vitória do Palmar e Chuí conforme a necessidade, tanto para concluir os atendimentos pontuais quanto para manter a capacidade de resposta enquanto o sistema não retornar à configuração normal.


7. Como está a relação com o poder público?


A CEEE Equatorial mantém consultores dedicados ao relacionamento com as prefeituras municipais em toda a sua área de concessão. Diante da situação em Santa Vitória do Palmar e Chuí, profissionais foram mobilizados especificamente para a região, reforçando a interlocução direta com o poder público local.


Esses consultores atuam como elo entre os municípios e a companhia, levando às áreas internas da CEEE Equatorial as principais necessidades identificadas pelas prefeituras e mantendo os gestores públicos atualizados sobre a evolução dos trabalhos.


Essa articulação também orienta medidas de apoio adotadas durante a contingência. A disponibilização e a definição dos locais para instalação de 16 geradores, por exemplo, foram realizadas em conjunto com as administrações municipais, de acordo com as necessidades consideradas prioritárias em cada localidade.

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