Tio Mindo vai a Rio Pardo em mais uma busca da Chama Crioula rumo à geração da Centelha 2026
A distância rodoviária entre Rio Pardo e Três Cachoeiras é de aproximadamente 301 km, mas a cavalo o percurso se torna maior
O tradicionalismo gaúcho já vive a expectativa para mais uma edição da Busca da Chama Crioula, um dos momentos mais simbólicos dos Festejos Farroupilhas. Neste ano, a chama será conduzida em direção à geração da Centelha Crioula 2026, que será acesa em Rio Pardo, município considerado o berço da Revolução Farroupilha.
Representando Três Cachoeiras, o tradicionalista Tio Mindo participará mais uma vez da cavalgada, reafirmando seu compromisso com a preservação das tradições gaúchas. A participação já se tornou uma marca de sua trajetória no movimento tradicionalista, levando o nome do município aos principais eventos ligados à cultura do Estado.
A cavalgada terá início no dia 13 de agosto, às 14 horas, com saída do Parque de Rodeios de Osório. Após a cerimônia de partida, os cavalarianos seguirão viagem rumo ao interior do Estado, onde participarão da programação oficial relacionada à geração da Centelha Crioula em Rio Pardo.
Na etapa de retorno ao Litoral Norte, o grupo percorrerá dezenas de quilômetros por estradas rurais e comunidades do interior gaúcho, passando por localidades como Juá, Lava Pés, Barragem, São Francisco de Paula, Igreja São Jacó, Majolo, Caraá e Figueirinhas, até chegar novamente a Osório, no dia 28 de agosto, concluindo a longa jornada.
Mais do que um deslocamento a cavalo, a Busca da Chama Crioula representa um verdadeiro ato de preservação da identidade cultural do povo gaúcho. A chama simboliza a coragem, a liberdade e o espírito farroupilha, sendo posteriormente distribuída aos CTGs, piquetes e entidades tradicionalistas de todo o Rio Grande do Sul para marcar oficialmente o início dos Festejos Farroupilhas.
A participação de representantes de Três Cachoeiras reforça o vínculo do município com o tradicionalismo e evidencia o esforço dos cavalarianos, que enfrentam centenas de quilômetros de percurso, diferentes condições climáticas e longos dias de viagem para manter viva uma tradição transmitida de geração em geração.
Para Tio Mindo e os demais participantes, cada quilômetro percorrido representa o respeito à história do Rio Grande do Sul e o compromisso de levar adiante um dos maiores símbolos da cultura gaúcha.