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Em Osório, Famurs em Movimento debate impactos da Reforma Tributária sobre arrecadação dos municípios gaúchos

Entidade buscará garantir a representação das 497 prefeituras gaúchas no Comitê Gestor do IBS, imposto que substituirá o ICMS e o ISS

Em Osório, Famurs em Movimento debate impactos da Reforma Tributária sobre arrecadação dos municípios gaúchos
Em Osório, Famurs em Movimento debate impactos da Reforma Tributária sobre arrecadação dos municípios gaúchos (Foto: Reprodução)

Atenta às regras de transição da Reforma Tributária, que já estão em vigor, a Famurs mobilizou prefeitos, vices e servidores nesta quinta-feira (15), em Osório, para debater a capacitação de equipes técnicas e o impacto das alterações sobre as finanças municipais. A quarta edição da série de encontros Famurs em Movimento reuniu representantes das associações dos municípios de Turismo da Serra (Amserra), do Litoral Norte (Amlinorte) e do Vale do Paranhana (Ampara), que abrangem 35 prefeituras gaúchas.

Um dos pontos estratégicos previsto na regulamentação da Reforma Tributária é a criação do Comitê Gestor Provisório do IBS (art. 481, parágrafo 2°, na redação do art. 174 da LC n° 227/26), que ficará responsável por gerir os recursos do novo imposto que substituirá o ICMS e o ISS. O colegiado terá 54 cadeiras, com 27 representantes de estados e 27 dos municípios.

O Comitê Gestor é considerado peça central para a divisão de receitas tributárias entre as prefeituras nos próximos anos, pois o grupo será responsável por definir as regras do IBS em todo o país. No caso das prefeituras, 14 assentos serão indicados pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), enquanto os outros 13 serão definidos pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP).

Durante o encontro, ficou definido que a Famurs irá trabalhar para que os 497 municípios gaúchos tenham ao menos um representante no Comitê Gestor do IBS. A posição ainda deverá ser referendada pelos presidentes das 29 associações regionais. Em seguida, o pleito será encaminhado à CNM.

“Nós precisamos nos empenhar por essa vaga. Tenho certeza de que o presidente Paulo Ziulkoski será sensível ao nosso pleito. Temos capacidade técnica e vontade de representar os nossos municípios, e vamos reivindicar que as prefeituras do Rio Grande do Sul tenham um assento no Comitê Gestor”, explica a presidente da Famurs, Adriane Perin de Oliveira.

“A Reforma Tributária já está valendo e é uma realidade. As prefeituras terão um volume imenso de informações para processar, e isso requer capacitação, uso de tecnologia e compreensão dos processos. A Famurs será parceira permanente dos municípios nessa caminhada”, complementa.

Pautas-bombas

Ao longo do encontro, realizado no Centro Universitário Cenecista de Osório, prefeitos e técnicos manifestaram preocupação com pautas-bombas já aprovadas ou ainda em discussão no Congresso Nacional. Uma delas é a Lei Complementar 226/2026, sancionada pelo governo federal na última segunda-feira (12), que prevê a autorização para pagamentos retroativos por anuênio, triênio, quinquênio e outras vantagens ao quadro de pessoal dos entes federativos que decretaram estado de calamidade pública durante a pandemia da covid-19. Nas próximas semanas, a Famurs deve convocar uma assembleia para definir um posicionamento conjunto para os 497 municípios gaúchos.

Outras propostas preocupantes são o PLP 185/2024, que cria aposentadoria integral e paritária para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, o PL 1559/2021, que estabelece piso salarial para profissionais farmacêuticos, e o PL 2952/2025, que prevê a concessão de adicional de insalubridade a profissionais da educação escolar.


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